Meu filho teve uma convulsão febril. Qual o risco de ele ter epilepsia?

As crises febris ou convulsões febris são os tipos mais comuns de crises epilépticas na infância e podem acometer cerca de 2 a 5% da população pediátrica.

Elas podem ocorrer por um estado febril que precede ou sucede a febre em até 24 horas. Geralmente ocorrem entre os 3 meses e os 5 anos de idade. Após essa idade, costumam desaparecer.

Apesar de serem bastante comuns, costumam ser assustadoras para os pais. Porém, a grande maioria tem boa evolução e não irá recorrer.

Apenas um terço dos pacientes terão alguma recorrência de uma segunda crise febril, e cerca de 9% podem apresentar três ou mais episódios.

O risco de ter epilepsia após crises febris simples é baixo, variando entre 1,5% e 4,6% nos estudos.

Alguns fatores podem aumentar esse risco, como:

  • História familiar de epilepsia;
  • Presença de crises febris complexas (quando são focais ou muito prolongadas);
  • Exame neurológico anormal.

Na maioria dos casos, não há indicação de tratamento específico para as convulsões febris.

Porém, em alguns casos específicos, o neuropediatra, em conjunto com a família, pode optar pelo uso de medicação intermitente ou contínua para reduzir o risco de recorrência das crises.

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Referência em transtornos do Neurodesenvolvimento – Autismo e TDAH CRM 187775 | RQE 687881 | RQE 68788